É escape, como dizem,
nem tudo é como parece,
e o mundo com suas voltas,
e volto à realidade.
De certo, é menos que antes,
pois acordo sóbreo nestes dias
e o amargo sabor do nada
nada não, é que penso,
oh! porquê sabes que na vida,
nada se escolhe,
nada se colhe,
senão ilusão.
e o nada sempre nos cerca,
como uma cerca aos bois,
como se fosse tudo que existe
amálgama ilusão do tudo e o nada!
como queria que os dias fossem outros,
como se suplantasse os meus planos,
acidentado, o que era plano,
Que tal passar em panos limpos?
quem sabe, quem sabe?
se quando penso em nós dois,
de fato estou tão só.
me fogem de mim, os amigos,
o sono , a alegria,
não digo assim, sozinho,
pois a tristeza, velha amiga,
volta a me fazer companhia
após o ritual, soluços, melancolia,
sem ter onde ficar, ou até mesmo onde ir,
viro-me a cabeça, encolhido, respiro fundo,
melhor voltar a dormir
Marcelo Aires Caetano
31 de Julho de 2011